Morar sozinho costuma parecer sinônimo de liberdade. Eu entendo bem esse sentimento. Mas, na prática, essa escolha pede contas claras, rotina organizada e um olhar atento para a saúde. Basta uma consulta fora de hora, um exame inesperado ou um remédio de uso contínuo para o orçamento apertar.
Os números ajudam a tirar esse tema do campo da impressão. Segundo pesquisa da Serasa sobre os gastos mensais dos brasileiros, a média de despesas chega a R$ 3.520 por mês, com prioridade para supermercado, contas recorrentes e moradia. Ainda de acordo com o levantamento, 70% perceberam aumento no custo de vida nos últimos 12 meses.
Quando eu olho para quem vive só, a conta fica ainda mais sensível. Com base em dados do IBGE, pessoas que moram sozinhas gastam mais com habitação e saúde do que a média nacional. A fatia da saúde chega a 6,8% das despesas, acima dos 5,9% do total do país.
Morar sozinho custa mais do que pagar aluguel, porque o risco de imprevistos recai sobre uma única renda.
O que os dados da Serasa mostram
Na pesquisa da Serasa feita pelo Instituto Opinion Box, com mais de 6 mil pessoas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 em todo o Brasil, foram analisadas 883 respostas de moradores sozinhos e 4974 de pessoas que moram com familiares. A margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais para quem mora só e 1,3 ponto para quem vive com a família.
Os resultados mostram como a idade muda a relação com a saúde. Entre pessoas da Geração X e Baby Boomers, 40% gastam mais de R$ 500 por mês com saúde. Já entre a Geração Y, 41% gastam menos de R$ 100 mensais. Na Geração Z, esse grupo chega a 49%.
Eu achei esse recorte muito revelador. Conforme o tempo passa, o cuidado médico deixa de ser adiado e passa a ocupar espaço fixo no orçamento. Entre pessoas nascidas entre 1946 e 1980, 25,4% apontam despesas médicas como uma das principais contas a pagar. Nas gerações mais novas, esse percentual não chega a 12%.
Também chama atenção o aumento recente dessas despesas. Para Geração X e Baby Boomers, 39% notaram alta nos gastos com saúde no último ano. Entre a Geração Y, foram 12,5%. Na Geração Z, 18,3%.
Saúde pesa mais com a idade.
Esse cenário combina com outro alerta. Em uma pesquisa nacional sobre planejamento para aposentadoria, a Serasa mostrou que muita gente começa a se organizar tarde. Quando eu junto esse dado ao avanço dos gastos de saúde, vejo um problema claro: quem não cria reserva cedo tende a sentir mais pressão depois.
Por que a saúde vira prioridade
Viver só muda a forma como eu tomo decisões. Se eu falto ao trabalho, preciso de atendimento ou tenho uma despesa médica de urgência, não há divisão automática da conta. Por isso, a saúde ganha outro peso.
A dificuldade para administrar despesas é alta em qualquer arranjo familiar. Cerca de 25% dizem que isso é difícil e 20% consideram muito difícil. Ao mesmo tempo, supermercado e contas básicas impactam quase todos, citados por 80% e 51% dos entrevistados, respectivamente.
Para quem mora sozinho, moradia aparece como a terceira maior despesa, com 34%. Entre quem vive com a família, esse número é 27%. Quando as prioridades são definidas, quem mora só coloca na frente:
- Contas recorrentes, com 75%.
- Supermercado, com 74%.
- Moradia, com 53%.
Entre quem mora com familiares, a ordem se mantém parecida. Isso mostra que os custos fixos deixam pouco espaço para reserva. E sem reserva, qualquer gasto com consulta, exame ou remédio vira tensão.
O acesso à saúde privada ainda é limitado
Mesmo com o peso desses gastos, a maior parte de quem mora sozinho segue dependente do sistema público. Cerca de 70% usam o SUS. Só 13% têm plano de saúde próprio ou pago pela família. Outros 15,1% contam com plano empresarial. E apenas 13,7% conseguem pagar consultas particulares.
Os dados mostram que a saúde privada ainda é restrita para grande parte de quem vive só.
Eu vejo aí um ponto bem prático: planejar saúde não significa apenas pensar em plano tradicional. Significa montar caminhos possíveis para ter acesso a atendimento com previsibilidade. É nesse espaço que soluções como o Kivid fazem sentido, porque ajudam a buscar rede de qualidade, agendamento mais simples e valores mais acessíveis dentro de uma lógica de cuidado recorrente.
Esse cuidado também passa pela saúde mental. Segundo levantamento da Serasa sobre gastos com remédios, terapia e saúde mental, 44% dos brasileiros dizem que essas despesas comprometem até 10% da renda mensal, e 30% afirmam que elas ficam entre 11% e 25%.
Dicas para não ser pego de surpresa
Na minha experiência, o melhor plano é o que cabe na vida real. Não adianta montar uma planilha perfeita e ignorar consulta, exame preventivo e farmácia. Aline Vieira faz um alerta que considero muito acertado: é preciso planejamento financeiro e uma reserva para emergências com saúde.
Se eu tivesse de resumir os passos mais úteis, diria para começar assim:
- Separar uma categoria só para saúde no orçamento mensal.
- Registrar remédios, exames, consultas e deslocamentos.
- Montar uma reserva para urgências, mesmo que pequena.
- Pesquisar opções de atendimento antes de precisar delas.
- Manter prevenção em dia para evitar gastos maiores depois.
Planejar saúde é transformar gasto imprevisível em despesa acompanhada.
Para reduzir custos no dia a dia, eu gosto de combinar informação e rotina. Um bom começo é montar um kit de medicação básico para a família, adaptando a ideia para quem mora sozinho. Também vale conhecer caminhos para garantir acesso à saúde de qualidade sem gastar muito e entender como a economia em saúde com o Passaporte Kivid pode ajudar no bolso.
Outro dado que eu não ignoraria vem de uma pesquisa do SPC Brasil e da CNDL sobre endividamento de quem mora sozinho. Ela mostrou que 79% não se planejaram para essa condição, 25% ficaram endividados e 45% dos endividados disseram que morar só aumenta o risco de descontrole financeiro. Não é exagero. É aviso.
Ferramentas e apoio fazem diferença
A própria Serasa lançou a série Morando Sozinho, criada para ajudar quem está nessa fase a entender custos, planejar melhor, organizar contas, calcular reserva de emergência e lidar com crédito de forma consciente. São 24 episódios com especialistas e convidados, além de guias práticos, planilhas e simuladores.
Eu gosto dessa ideia porque ela trata a independência com seriedade. Morar sozinho não é só pagar boletos. É construir segurança.
Na área da saúde, também ajuda contar com soluções simples para a rotina. Para quem quer mais praticidade, vale ver alternativas acessíveis para se cuidar sem plano de saúde e entender como agendar consultas e exames no app Kivid. Quando o acesso fica mais claro, eu consigo decidir antes da urgência aparecer.
Conclusão
Se eu pudesse deixar uma mensagem simples, seria esta: morar sozinho pede preparo, e a saúde deve entrar nessa conta desde o início. Os dados mostram que os gastos crescem com a idade, que o acesso privado ainda é limitado e que os custos fixos já pressionam o orçamento de quem vive só. Por isso, criar reserva, registrar despesas e buscar alternativas acessíveis faz muito sentido. Se você quer cuidar melhor da sua saúde sem perder o controle financeiro, vale conhecer o Kivid e entender como esse modelo pode ajudar na sua rotina.
Perguntas frequentes
Como economizar em gastos de saúde?
Eu recomendo fazer prevenção, comparar preços de consultas e exames, acompanhar uso de remédios e manter uma reserva para emergências. Também ajuda buscar serviços com valores mais acessíveis e rede organizada, como propostas parecidas com a do Kivid.
É melhor ter plano de saúde ou SUS?
Depende da sua renda, da frequência de uso e da rede disponível onde você mora. O SUS atende grande parte da população e é a única opção para muitos. Já um plano ou passaporte de saúde pode trazer mais previsibilidade e agilidade em alguns atendimentos.
O que é uma consulta particular?
É o atendimento pago diretamente pelo paciente, sem uso de plano de saúde. Nesse caso, eu pago o valor integral da consulta no consultório, clínica ou plataforma de agendamento.
Quanto custa um plano de saúde?
O preço varia conforme idade, cobertura, cidade e tipo de contratação. Em geral, o valor sobe com o avanço da idade, o que exige pesquisa e comparação antes da escolha. Por isso, muita gente busca opções mais acessíveis para consultas e exames.
Onde encontrar serviços de saúde baratos?
Eu buscaria clínicas populares, laboratórios com preços fechados, redes de atendimento com agendamento digital e alternativas como passaportes de saúde. Também vale acompanhar plataformas que reúnem parceiros e oferecem mais clareza sobre valores e acesso.

